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Aproveitamento Eólico no Brasil


Embora ainda haja divergências entre especialistas e instituições na estimativa do potencial eólico brasileiro, vários estudos indicam valores extremamente consideráveis. Até poucos anos, as estimativas eram da ordem de 20.000 MW. Hoje a maioria dos estudos indica valores maiores que 60.000 MW.

A razão dessas divergências decorre principalmente da falta de informações (dados de superfície) e das diferentes metodologias empregadas(19). De qualquer forma, os diversos levantamentos e estudos realizados e em andamento (locais, regionais e nacionais) têm dado suporte e motivado a exploração comercial da energia eólica no País. Os primeiros estudos foram feitos na região Nordeste, principalmente no Ceará e em Pernambuco. Com o apoio da ANEEL e do Ministério de Ciência e Tecnologia - MCT, o Centro Brasileiro de Energia Eólica - CBEE, da Universidade Federal de Pernambuco - UFPE, publicou em 1998 a primeira versão do Atlas Eólico da Região Nordeste. A continuidade desse trabalho resultou no Panorama do Potencial Eólico no Brasil, conforme Figura 6.1 .

Os recursos apresentados na legenda da Figura 6.1 referem-se à velocidade média do vento e energia eólica média a uma altura de 50m acima da superfície para 5 condições topográficas distintas, definidas como: zona costeira - áreas de praia, normalmente com larga faixa de areia, onde o vento incide predominantemente do sentido mar-terra; campo aberto - áreas planas de pastagens, plantações e /ou vegetação baixa sem muitas árvores altas; mata - áreas de vegetação nativa com arbustos e árvores altas mas de baixa densidade, tipo de terreno que causa mais obstruções ao fluxo de vento; morro - áreas de relevo levemente ondulado, relativamente complexo, com pouca vegetação ou pasto; montanha - áreas de relevo complexo com altas montanhas.


FIGURA 6.1 - Velocidade média anual do vento a 50m de altura
Mapa do vento no Brasil
Fonte: FEITOSA, E. A. N. et al. Panorama do Potencial Eólico no Brasil. Brasília: Dupligráfica, 2003. (adaptado)

Ainda na legenda, a classe 1 representa regiões de baixo potencial eólico, de pouco ou nenhum interesse para o aproveitamento da energia eólica. A classe 4 corresponde aos melhores locais para aproveitamento dos ventos no Brasil. As classes 2 e 3 podem ou não ser favoráveis, dependendo das condições topográficas. Por exemplo: um local de classe 3 na costa do Nordeste (zona costeira) pode apresentar velocidades médias anuais entre 6,5 e 8 m/s, enquanto que um local de classe 3 no interior do Maranhão (mata) apresentará apenas valores entre 4,5 e 6 m/s. A Tabela 6.3 mostra a classificação das velocidades de vento e regiões topográficas utilizadas no mapa da Figura 6.1. Os valores correspondem à velocidade média anual do vento a 50 m de altura em m/s (Vm) e à densidade de energia média em W/m² (Em). Os valores de Em foram obtidos para as seguintes condições padrão: altitude igual ao nível do mar, temperatura de 20ºC e fator de Weibull de 2,5. A mudança de altitude para 1.000 m acima do nível do mar acarreta uma diminuição de 9% na densidade de energia média e a diminuição de temperatura para 15ºC provoca um aumento de cerca de 2% na densidade de energia média.

TABELA 6.3 - Definição das classes de energia
Tabela Fonte: FEITOSA, E. A. N. et al. Panorama do Potencial Eólico no Brasil. Brasília: Dupligráfica, 2003.

Outro estudo importante, em âmbito nacional, foi publicado pelo Centro de Referência para Energia Solar e Eólica - CRESESB/CEPEL. Trata-se do Atlas do Potencial Eólico Brasileiro, cujos resultados estão disponíveis no seguinte endereço eletrônico: www.cresesb.cepel.br/atlas_eolico_brasil/atlas-web.htm. Nesse estudo estimou-se um potencial eólico brasileiro da ordem de 143 GW. Existem também outros estudos específicos por unidades da Federação, desenvolvidos por iniciativas locais.

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